sábado, 21 de agosto de 2021

Vida de Leigos na Igreja

Todos os cristãos recebe o primeiro chamado para vivência de leigo, em nossa caminhada servindo a mãe da igreja nos deparamos com várias “tarefas" que por amor a Deus nos dedicamos e assumimos a responsabilidade de fazer. Lembremos dos nossos catequistas, dos leitores, coroinhas que desde cedo já está ligado ao servir.
Na igreja existe dois tipos de leigos, e este que relatei acima e os que se propõe ao servir, se consagrando inteiramente à uma causa ou um objetivo ponto os dois tipos estão ligados a um único propósito, há de corresponder a um chamado de Deus na Igreja.
“Existe uma grande responsabilidade para nós, batizados, anunciar Cristo, levar adiante a igreja, essa maternidade fecunda da igreja ponto" Papa Francisco
Um modo específico de viver o nosso batismo é corresponder ao nosso chamado dentro da igreja, como leigos assumimos responsabilidades não para o padre ou pelo clero, mas sim para Deus e a nossa comunidade. A função do leigo é ajudar nas necessidades da igreja seguindo as quatros dimensões tradicionais; que é a caridade, a comunhão, a evangelização e a liturgia.
A palavra “leigo” do grego "laïkos” que vem de “povo” e essa palavra que é base, somos povo de Deus chamados a ser “Sal da terra, e a luz do mundo” (Mt 5, 13-14). Um dos grandes escritores dos primeiros séculos da igreja, o teólogo Tertuliano (+220) fez a mais antiga demonstração formal sobre a teologia da “Trindade” e este mesmo era um leigo.
“Os leigos também podem sentir-se ou serem chamados a colaborar com os pastores do serviço da comunidade eclesial, trabalhando pelo crescimento e a vida da mesma, exercendo ministérios muito variados, s a graça e os carismas que o senhor a prouver comunicar-lhes.” CIC 910
Sabemos que as pastorais, movimentos paroquiais e religiosos, grupos e outros tipos de interação aos leigos "servidores” aqueles que correspondem seu chamado de batizado. Alguns leigos, procuram movimentos e institutos seculares para exercer funções próprias como missões e como forma de se doar inteiramente a Deus, algumas ordens religiosas, fraternidades ou institutos religiosos tem como intuito de compartilhar um pouco da vivência religiosa com os leigos que abraçam a missão que ali desenvolve.
Muitos casais gostariam de viver esse chamado, e por estar Unidos em matrimônio pensão que não podem, pelo contrário, o chamado a vida laical é para todos os fiéis batizados, participantes ativamente ou não. Uma forma de doação e santificação do matrimônio é a do servir em família, desde cedo mostrar aos filhos como ser um bom cristão, o chamado que recebemos no batismo se estende até a nossa morte, por isso, nunca é tarde para corresponder a este chamado.
“É obrigação de todos edificar os demais com uma vida boa, Santa e Honesta.”
Santa Catarina de Sena
Falamos até agora dos leigos que atuam nas comunidades paroquiais e movimentos; os leigos consagrados que ajudam as comunidades religiosas; institutos entre outros, e por fim, os leigos celibatários que são homens e mulheres que optaram pela vida de castidade e amor ao reino de Deus, estes que não buscam a vivência do sacramento da ordem nem do matrimônio.
A pessoa que busca a vivência do celibato, aceita e assume de livre vontade esta vocação.
“Sua situação no espírito das bem-aventuranças, servindo a Deus e ao próximo de modo exemplar.” (CIC 1658)
Uma pessoa se ele mataria pode optar a uma vida não definitiva, podendo em qualquer momento responder ao chamado do matrimônio, ou definitiva se consagrando totalmente a sua vida a Deus e ao reino dos céus, (Mt 19,12) renunciando definitivamente o casamento. Deste modo, vive seu chamado como leigo consagrado inteiramente a Deus, como aos sacerdotes e religiosos.
Toda vocação exige sempre um êxodo desse mesmo, para centrar a própria existência, a dias tá em Cristo. Como concílio Vaticano ll, o leigo foi colocado mais próximo do clero a igreja vivenciou do dia 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, até o dia 25 de novembro de 2018 o “Ano do Laicato” ou seja, uma motivação para cada leigo a uma participação na vida da igreja, impulsionando a sair do comodismo e colocar os dons em partilha da comunidade pertencente, com os carismas próprios. Foi trabalhado o tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na vida em saída, a serviço do Reino.”
Finalizo ressaltando que o leigo não faz parte da igreja, ele é a Igreja. Caso queira aprofundar sobre a vida laical na igreja, recomendo a leitura do “-Documento da CNBB 105, Cristões leigos e leigas na igreja e na sociedade.”
"Todos possuem a mesma dignidade comum de membro desse povo, na comum graça de ser filho de Deus e na vocação comum à santidade.” (Doc. 105 – CNBB, pág. 58)
Temos que transformar essa terra em um céu, impactado onde temos o controle, em nossas famílias, na política, na igreja e em tudo que formos fazer. Mas antes que achem que isso é impossível, que o mundo está perdido, lembremos das palavras de um grande santo do século Xll à Xlll, que nos diz:
“Comece fazendo o que é necessário,
Depois o que é possível, e de repente
Você estará fazendo o impossível.”
São Francisco de Assis
Com isso, só tenho a dizer que se começarmos agora fazendo que está em nosso alcance, um dia iremos perceber que aquilo que era impossível, estamos fazendo com a graça de Deus. Comecemos, irmãos e irmãs, comecemos.
Deum Benedict
Cruvinel. Maike Johnata,
Anápolis-Go
09/08/21 

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