quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Desmotivação

Explicação da nota ¹

Quando temos um sonho, nasce ali a esperança de concretizar lo. Mas algumas vezes 
somos frustrado por não ter o bom êxito de concretizar, nisto em nós gera uma 
desmotivação.
Muitas vezes encontramos um objetivo “ideal”, temos conhecimento do nosso “real” e 
buscamos a melhor maneira de alcançar o nosso ideal¹. Assim temos o começo, meio e 
fim, proporcionando para nós esperanças de continuar a caminhar.
Sabemos o necessário para nos conhecer, e digo que ninguém se conhece por inteiro,
acredito que no máximo uns 85% de si, repassamos para os outros 60% e 
demonstramos involuntariamente 25%. Eu uso essa porcentagem pois acredito que eu 
me conhecendo 85%, consigo perceber meus pontos bons e ruins, relato apenas o que 
acredito ser necessário e sem perceber no meu dia-a-dia demonstro uma parcela do 
lado que não quero falar. Os 15% que resta, está nas dúvidas e conceitos que mudam a 
cada segundo.
Falando em mudança, ligo essa ação com a desmotivação. Estamos vivendo hoje a 
confusão de ação e ligamos a maioria das vezes de forma errônea a “METANOIA”, ou 
seja, a mudança de mente ou mentalidade.
Na maioria das vezes a situação não caminha como imaginamos, aquilo que antes 
depositávamos todas as nossas esperanças, motivação e interesse, cai para o não tão 
importante. Falamos que não iremos dar conta e inserimos várias negatividades, por 
fim deixamos de lado e vamos em busca de outras coisas, neste momento não 
aceitamos que estamos desmotivados e como desculpa falamos, “ouve mudanças de
planos”.
O NÃO já temos, e não custa nada tentar chegar a uma conclusão. Só podemos mudar 
de fato quando vivenciamos o “NÃO” ou o “SIM”, pelo contrário fomos perdendo a 
motivação pelo caminho e chegamos assim a desmotivação.
Concluímos que após vivenciarmos nossas experiências, positivas ou negativas, temos 
a liberdade de continuar na nossa busca do “Ideal”. Caso contrário se não tivermos a 
objetividade de vivenciar estas experiências, nunca conseguiremos alcançar o nosso 
“Ideal” e assim trabalhar em nós os erros e acertos de (seres) humanos em construção.
Deum Benedict.
Cruvinel. Maike Johnata,
Mineiros – GO. 14/03/20

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

A Fé nos momentos difíceis

Foto de Maike Johnata

Na dificuldade do dia-a-dia, buscamos forças na Fé, estamos
vivendo momentos difíceis, de escuridão e medo, mais a fé que fomos 
nutridos ao longo dos anos é a que nos mantém se cabeça erguida e 
firmes para seguir em frente. Quando a dúvida assalta o nosso coração, 
não sabemos se temos forças o suficiente para continuar a lutar e dar 
testemunho da vitória que buscamos.
Deus se manifesta na simplicidade, olhando para Elías que passou a 
noite naquela gruta esperando pelo Senhor, veio os ventos impetuosos 
em forma de furacão, mais o Senhor não estava ali, terremoto e fogo, e 
Elías não via o Senhor, neste momento se a fé estivesse acabado, ele não 
ia se encontrar com o Senhor Deus na brisa suave. (1° Reis 19,11-13)
Olhando para este exemplo que nos mostra a persistência na fé,
Elías já descrente de tudo esperava a morte, mais acreditava que Deus iria
fazer algo grandioso em sua vida, então vai ao seu encontro, e ali recebe 
aquilo que não esperava.
Em meio ao mar da Galiléia, o medo aterrorizava os discípulos, (Mt 
14,30) Jesus vai ao encontro deles sobre as águas em meio as ondas e os 
ventos fortes, Pedro se enche de fé é pede para ir ao seu encontro. No 
caminho para o Senhor ele teve medo é começou a afundar, quantas 
vezes perdemos a fé no Senhor, em nossos planos com Ele, na vivência da 
entrega, é começamos a afundar em nossos medos. Se buscarmos a ajuda 
certa, a ajuda do Senhor para nós, o medo vai embora, o vento cessa e a 
fé é restabelecida. (Mt 14,22-33)
Em nossa vivência da fé somos convidados a fazer a experiência da 
entrega é da confiança, são duas experiências que deixa a nossa vida
suficientemente nutrida de fé é esperança. No Salmo 125, no segundo 
versículo diz: “ Jerusalém é rodeado de montanhas, e o Senhor envolve o 
seu povo, desde agora e para sempre”. Deus cuida do seu povo, com isso 
não precisamos ter medo com o futuro, pois Deus já está provendo tudo.
Nada do que Deus faz dá errado, basta colocá-lo no lugar de direito, 
no centro de nossas vidas, neste lugar Ele alcançará tudo e todos. Por este 
gesto gratuito obtemos a fé dos Profetas, dos discípulos é de todos que se 
permitiu o martírio para ser este testemunho de Deus. Tudo passará, 
apenas Deus permanece até o final, assim aprendemos, assim acontece.
Deum Benedict.
Cruvinel. Maike Johnata,
Mineiros – GO. 09/08/20

domingo, 2 de agosto de 2020

A pobreza de Francisco

Imagem da internet

Não se pode falar de São Francisco, sem falar do Evangelho. O “sermão da Montanha”, em que Jesus apresentou as 'Bem aventuranças', pode ser considerado o resumo do ensinamento evangélico.
A pessoa que saboreia tudo que há de bom neste mundo sem precisar se apoderar de nada, vive um despojamento, uma pobreza de espírito. Esse saborear se dá quando estamos na presença de Deus, tudo que nos aproxima de Deus nos permite apoderar do que realmente importa.
A experiência de Francisco e Clara de Assis, vivenciando a pobreza em seguir o Cristo pobre, é a mesma que somos convidados. Sabemos que o mundo de hoje é bem diferente do tempo deles, porém não é impossível.
Quando falamos de pobreza, nós nos lembramos de um jeito simples, deste modo que Francisco nos ensina, a exemplo do Divino Mestre, e continua válido até hoje. No evangelho de Marcos 10, 21, diz assim: “Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me”, a este exemplo Francisco e Clara faz conforme foi dito, assim começaram a seguir esse ideal.
Seguir Jesus radicalmente, não é apenas “dar aos pobres” não é simplesmente dar aquilo que não nos faz falta, 'descarregar a bolsa' e a consciência como esmola, ser radical é dar liberdade para si mesmo para seguir o Cristo, aquele que está ali, não é qualquer um, ele é um irmão nosso que também tem seus valores, que precisa ser respeitado e principalmente ouvido.
Os Cristãos “repartiam seus dons com alegria”, São Francisco se alegrava por qualquer dom de Deus, mesmo quando chegava às mãos dos outros e não nas dele, “uma alegria que ninguém vai me roubar,” assim diz Santa Clara. Antes de exigir algo dos confrades, o próprio Francisco, deu o exemplo, desfez de tudo para depois seus seguidores fazer o mesmo, assim também aconteceu com Santa Clara. A proposta é voltar-se para Deus na penitencia, servindo o próximo na caridade.
Trazendo para nossos dias atuais, está vivência é um pouco desafiadora, pois com a globalização, o consumismo e uns fatores econômicos que temos hoje, dificulta muito. Mais acredito que não devemos olhar negativamente para nada disso, pois desafios são possibilidades de crescimento...

Deum Benedict.
Cruvinel. Maike Johnata,
Mineiros – GO. 14/07/20